sábado, 17 de setembro de 2016

As nuvens às vezes parecem
espuma de mar.
Ressaca reprimida saindo por ai chorando.
Fazendo-me esquecer dos pingos que ontem cairam.
Bem acima da união
Que faz refletir toda essa forma.
Solidão acaba sempre por longe infindo.    

  Acabam sempre nos sonhos...   

(A.Lamego)

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

na verdade quem ama não precisa provar e sim povoar o coração cansado de regras de  cantigas velhas como velas a velar os valores que o mundo traz ...

   Ademir lamego...

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Tua Alma

Aperfeiçoava-a para o amor

Como ferro fogo água

Assim como o tempo tenta buscar

Por diante dos meus olhos

Penetrava em tua alma...



Ademir Lamego...

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Um dia quando sonhar, ponha os pés no chão entre num ônibus e vá.
Um dia, de dia quando subir ladeiras da vida passo a passo
com a conciencia que não somos sós, mas temos o mesmo sol
Poderemos tirar sorrisos profundos, e  trazê-los para dentro de nós.
Troca é  uma palavra grande
Querendo ou não somos parte da mesma loucura...

Imune Humano






De olhos fechados escuto um verso triste

De olhos abertos tenho pressa, um pouso, um pouco.

Posso dar um passo de cada vez
Estar vivo e envelhecer

E me desgastar da dor

Então diferenciar o peso do mundo

Um estreasse, um medo, uma ferida.
Aberta a qualquer hora...

Eu não queria, busquei, mas não podia.

Na horizontal existe uma vida
Na vertical uma solidão
Uma cruz um pavio
Ainda aceso...

quarta-feira, 14 de setembro de 2011



No instante que passam as horas,
Caminho sobre o infinito.
Em baixo dos meus pés há poeira
 A me levar, a lavar minhas idéias.

No espaço de cada tempo piscando
A cada segundo seguindo direções
Difundidas totalmente por revelações
Atemporais de ilusões

Reveja as soluções dissolvidas pela
Apreensão de fatos, de moedas.
De tempos anteriores
De mapas misteriosos reinventados
No acidente das causas perdidas
Dentro dos casacos

Dos amores indefinidos que fizeram
A paz respirar por caminhos ainda por vir
E tentar ser vil...

domingo, 24 de julho de 2011

Fungos





Depois do frio longe daqui
antes dos ventos húmidos

Atrás da porta de madeira, 
enferrujada junto aos latões.

Cheios de cupins, cogumelos que falam.

Que se afastam.
Que confundem coisas santas

Que abrigam verdades famintas

Que dobram-se entre os buracos da parede sucumbida

Candeias, cadeiras, balançam.

Para onde apontam as costelas

Sem tempo, sem frio, sem horas.

Senhora, candeia cadeiras...

                                           



quinta-feira, 16 de junho de 2011



À Deus Amor

Coração, por que foi enterrado!
Ao cantar, o céu se misturava.
Com barro e alegria,
Por poder lembrar do caminho do amor
Força na hora que descer
Empurrando os buracos vagos
Retraídos, covardes como.
Cova rasa ou corsa invalida


Deixe minha mão olhar apenas
Que pena não trouxe o radio
Poderíamos ouvir canções nossas
Daquelas que poucos compreendem
E se compreendessem
Não importaria mais, ser nossa.


Uma vez o frade disse que.
Seria para sempre...
Talvez tenha dito isto por costume
E custasse o tempo
Ou os gemidos de dores invisíveis

Para que todo acontecido
Pudesse ficar grafado engarrafado
Na forma de amor possível eterno

Como a vida cativada, dedo a dedo.
Sob aplausos de olhos eternos...

terça-feira, 7 de junho de 2011

.20 de Dezembro





Assim que o mundo nos permitir,
A maior parte de mim vai flutuar

Uma parte ainda se comprime
E a parte que sobra
Sopra em tua direção

Buscando abrigo em teu sorriso...


segunda-feira, 16 de maio de 2011

Sopro



No fundo é como pancada

Que nada, é igual à chuva.

Fazendo lama, e trazendo o pecado.
Com outros olhos...

De modo a moldar juízos de tempos

A chuva molha a terra

De maneira divertida

E faz do mundo

Um pouco mais de tudo que sorri

Disperso com carinho

Vou como ondas

Não de chuvas

Mas sim de vento...

sábado, 14 de maio de 2011

Sujos e Assujeitados






Vou pra cama com os poemas
Os sonhadores preferem vir à noite

Entre ao leste da sorte
Tente revelar o segredo da morte

Agente não precisa saber dos dentes

“O aristocrata e o vagabundo”

A porta entreaberta do mundo
A alegria desajeitada
Dos meus versos adormecidos


Que pena as gotas do sol chegaram
Num copo enegrecido de vinho tinto

Que pena não sujaram meu caderno

Vinhos e tinta...

sexta-feira, 13 de maio de 2011

SUSSURROS





Vou passar no inverno da vida, 
e congelar de verdade.
Daí começar tudo. Tanto faz!
O cárcere para o mundo, a tragédia a comédia.
Os gritos de carbono
Os mitos deflorados na maneira de falar

Eu vejo e acredito nas tensões do mundo
Do contrario fica clara qualquer avaliação
Algumas identidades

Não se separa algo de novo
Mate simbolicamente o grito
Inconscientemente coletivo
Claro sucintamente eufóricos

Vale tudo pra tentar ver
Vale tudo pra tentar ter sorte
Vale tudo experimentar

Que sempre se vende

O próprio comércio sobrenatural

O próprio beijo de verdade

Gritando no fim do inverno...


sexta-feira, 6 de maio de 2011




Mais na frete, na vida na rua.
Não era isso que poderia sumir

No pólo atravessado fica o marco
Exagerado de sabedoria assumindo
O espaço como curso itinerante

Posso me basear nas nuvens
Posso dizer sem medos, sem regras.
Sem regresso, mas acredito no progresso.

Se sentir o coração bater mais alto

       Pode acreditar é o mundo chamando...

quarta-feira, 20 de abril de 2011



Tudo na na vida é um fim 
mais o que sinto agora 
 é o sentido, a prova de erros incomuns 
eles se revezam na direção dos começos 

Tudo é motivo de versos
 baladas e balas na madrugada 
nem que seja desafinada 
mergulho na frio para que no infindo 
começar a acreditar no amor rasteiro 
colado cuidado moldado 

É, entra e sai amor de interior 
de tempo não medido 
poderia se chamar parafuso 

Enroscar ate se tornar 
se tornar ate enroscar

E tocar no fundo da calma... 


quinta-feira, 10 de março de 2011

Além dos Palcos




Entao vai continuar com a duvida
Não vou prometer e nem cometer
Absurdos, por ter de provar algo
que vem do dentro enferrujado
Ossos e músculos querendo dizer
Sangue surrado procurando a melhor
veia para cursar pulsar morrer

Todos os dias todas as horas
basta lembrar fazendo de conta
que o mundo não é um moinho
apenas gira moldando o homem
estorando por segundos que não sinto
prorrogando o progamado

O personagem que desenrrola-se
A historia concreta e condicional